
Veio um eunuco, um pederasta e um proxeneta,
Um galopim que abrindo caminho badalava uma sineta,
Todos eles tendo na testa bordados de emulação,
Esvoaçavam na leveza de uma leve borboleta,
Prometendo prazer em caudais de dulcidão,
Tentador remédio santo para males do coração,
Carne mal passada em vez da habitual punheta!
Enquanto o castrado guardava o harém,
O proxeneta conferia doze putas mal contadas,
Deitando contas à vida de contas mal paradas,
Aguardava um cu impaciente sua vez também,
Ficando das esfomeadas escolhas muito aquém,
Vaginas de outras vaginas por elas enrabichadas!
Lá continuava o garoto badalando o chocalho,
Com um olho vesgo na puta e outro em seu vergalho,
As esposas do rei eram tentações das arábias,
Sempre guardadas eram cartas fora do baralho,
Trunfos maiores de arriscadas sequências sábias;
Mas... porque não jogar uma cartada?!...
O eunuco algum prazer há-de ter,
Sem seu badalo mulheres não podia comer,
Arriscando o jovem uma nova jogada,
Seduziu o guardião da tentadora mulherada,
Prometendo por ele algo fazer,
Mas...
Um galopim que abrindo caminho badalava uma sineta,
Todos eles tendo na testa bordados de emulação,
Esvoaçavam na leveza de uma leve borboleta,
Prometendo prazer em caudais de dulcidão,
Tentador remédio santo para males do coração,
Carne mal passada em vez da habitual punheta!
Enquanto o castrado guardava o harém,
O proxeneta conferia doze putas mal contadas,
Deitando contas à vida de contas mal paradas,
Aguardava um cu impaciente sua vez também,
Ficando das esfomeadas escolhas muito aquém,
Vaginas de outras vaginas por elas enrabichadas!
Lá continuava o garoto badalando o chocalho,
Com um olho vesgo na puta e outro em seu vergalho,
As esposas do rei eram tentações das arábias,
Sempre guardadas eram cartas fora do baralho,
Trunfos maiores de arriscadas sequências sábias;
Mas... porque não jogar uma cartada?!...
O eunuco algum prazer há-de ter,
Sem seu badalo mulheres não podia comer,
Arriscando o jovem uma nova jogada,
Seduziu o guardião da tentadora mulherada,
Prometendo por ele algo fazer,
Mas...
O sodomita trejeitando doméstica enciumada,
Numa abordagem capciosa,
Intrometeu sua sodomizante língua gulosa,
Propondo uma sensual orgia combinada,
Sem vaginal concubina ou meretriz horrorosa!
Já doze línguas trabalhavam os clitóris do harém,
Sentindo línguas do deserto em seus clitóris também,
Quando o chulo desconfiando do número que viu,
Castigou a primeira fêmea em pleno orgasmo,
Que entrelaçada naquele entusiasmo,
Nem a pancada sentiu,
E vindo-se violentamente num longo espasmo,
De outros espasmos de prazer não desistiu,
Humilhando, assim, o reles homenzinho,
Que, cego pelo ódio de seu interesse mesquinho,
Em vez de uma das suas putas sem lei,
Agredira a mais bela das mulheres do Rei!...
Com cinco dedos bem fustigados na face delicada,
E um olho negro por conta da agressão,
Perdeu o proxeneta o tesão,
Ganhando uma certeza adivinhada,
De arrepiar machões de vida obstinada,
Capões inatos de falhada circuncisão,
Falo cortado pela cimitarra de um eunuco capão,
Castigada vida por reles vida castigada!
Entretanto, o corpulento e castrado guardião,
Confundido por um insuspeito plano inocente,
Deliciava-se com o garoto atrevido,
Que lhe sussurrava papilas húmidas no ouvido,
Estava ansioso pelo seu paradisíaco presente,
Irresistíveis mulheres ardendo em sangue quente,
Prontas para foderem um galopim perdido!...
E tudo corria bem;
O Eunuco em suspiros vibrava,
O garotelho em putas e outras mulheres pensava,
E, não havendo mais homens também,
Avançaram as putas livres daquele que as aprisionava,
Para satisfazerem seus desejos de mulher libertada,
Enquanto espreitava da sombra o harém,
Tremendo de desejo, embora com medo, porém,
Já que seu guarda ainda as guardava!...
O garoto já não tocava sineta,
Com 12 putas que se ofereciam,
Substituindo a sensaborona punheta,
O bacanal era um outro planeta,
Onde todos os sentidos se perdiam,
Pela passagem em chamas de um cometa,
Que incendiaria a alma de um inexistente poeta!
Escreveu a testemunha sobre este triângulo ordinário,
Descrevendo em acta o sentimento perdulário,
De um Eunuco que virou proxeneta meigo,
Um proxeneta que deu em guardião solidário,
Doze putas sem lei,
Transformaram-se no harém do rei,
E rainhas que mudaram seu vocabulário;
Quanto ao jovem leigo,
Esse aprendiz de fraco peido,
É príncipe da criadagem grei,
Literatelho de fraco povo literário!
Há quem não sendo, seja o que é,
Sendo que não é o que quer ser,
Parecendo não ser São Tomé,
Ainda que não vendo, o crer!
Numa abordagem capciosa,
Intrometeu sua sodomizante língua gulosa,
Propondo uma sensual orgia combinada,
Sem vaginal concubina ou meretriz horrorosa!
Já doze línguas trabalhavam os clitóris do harém,
Sentindo línguas do deserto em seus clitóris também,
Quando o chulo desconfiando do número que viu,
Castigou a primeira fêmea em pleno orgasmo,
Que entrelaçada naquele entusiasmo,
Nem a pancada sentiu,
E vindo-se violentamente num longo espasmo,
De outros espasmos de prazer não desistiu,
Humilhando, assim, o reles homenzinho,
Que, cego pelo ódio de seu interesse mesquinho,
Em vez de uma das suas putas sem lei,
Agredira a mais bela das mulheres do Rei!...
Com cinco dedos bem fustigados na face delicada,
E um olho negro por conta da agressão,
Perdeu o proxeneta o tesão,
Ganhando uma certeza adivinhada,
De arrepiar machões de vida obstinada,
Capões inatos de falhada circuncisão,
Falo cortado pela cimitarra de um eunuco capão,
Castigada vida por reles vida castigada!
Entretanto, o corpulento e castrado guardião,
Confundido por um insuspeito plano inocente,
Deliciava-se com o garoto atrevido,
Que lhe sussurrava papilas húmidas no ouvido,
Estava ansioso pelo seu paradisíaco presente,
Irresistíveis mulheres ardendo em sangue quente,
Prontas para foderem um galopim perdido!...
E tudo corria bem;
O Eunuco em suspiros vibrava,
O garotelho em putas e outras mulheres pensava,
E, não havendo mais homens também,
Avançaram as putas livres daquele que as aprisionava,
Para satisfazerem seus desejos de mulher libertada,
Enquanto espreitava da sombra o harém,
Tremendo de desejo, embora com medo, porém,
Já que seu guarda ainda as guardava!...
O garoto já não tocava sineta,
Com 12 putas que se ofereciam,
Substituindo a sensaborona punheta,
O bacanal era um outro planeta,
Onde todos os sentidos se perdiam,
Pela passagem em chamas de um cometa,
Que incendiaria a alma de um inexistente poeta!
Escreveu a testemunha sobre este triângulo ordinário,
Descrevendo em acta o sentimento perdulário,
De um Eunuco que virou proxeneta meigo,
Um proxeneta que deu em guardião solidário,
Doze putas sem lei,
Transformaram-se no harém do rei,
E rainhas que mudaram seu vocabulário;
Quanto ao jovem leigo,
Esse aprendiz de fraco peido,
É príncipe da criadagem grei,
Literatelho de fraco povo literário!
Há quem não sendo, seja o que é,
Sendo que não é o que quer ser,
Parecendo não ser São Tomé,
Ainda que não vendo, o crer!