
Naveguei mares de fome rasgando celestes firmamentos,
Bolinei triângulos de velas enganando traiçoeiros ventos,
Fui açoitado nos promontórios dos corpos que percorri,
Sonhando fêmeas em cada costa que por elas submergi,
Possuí a histeria das bruxas em penetrativos tormentos,
Nadei de vértebra em vértebra saboreando costas de ti,
Acabando clandestino castigado por tão febris intentos,
Onde lambi o convés de teus naufragados sentimentos,
Saboreando grilhetas de sal que do teu tesouro senti!
Encontrei-me parado no tempo de finas areias,
Gravei seu nome gasto em cada anónimo grão,
Juntei búzios mágicos em hipérboles de minhas ideias,
Fitei meu mar encantado por minhas supostas sereias,
Esperando por elas em sereias de minha inspiração;
Pensava estar seguro nos braços seguros de Zeus,
Esperança à deriva em espumas de imensidão,
Ressaca repousada em carinhos de abraços meus,
Castelos de areia em discípulas metáforas de Deus,
Ode minha cantada pela faina sagrada de seu coração!
Desbravei virgindades em bateis solitários,
Arcas douradas prênhas de negros dobrões,
Ensaiei abordagens com a carta dos corsários,
Autorização de Reis passada aos mais fiéis ladrões,
Afundando promessas gravadas em meigos corações,
Diário de bordo escrito com sal de prazeres vários!
De tão rico tesouro real restou o broche prometido,
Enterrado na areia de teu corpo de mim escondido,
Trabalhei entre tuas pernas de mar com afinco de grumete,
Descobrindo finalmente teu tesouro, fruto do mar proibido!
Navegando minha língua guiada por teus astrolábios,
Encontrei continentes de prazer em teus desejos sábios!
Bolinei triângulos de velas enganando traiçoeiros ventos,
Fui açoitado nos promontórios dos corpos que percorri,
Sonhando fêmeas em cada costa que por elas submergi,
Possuí a histeria das bruxas em penetrativos tormentos,
Nadei de vértebra em vértebra saboreando costas de ti,
Acabando clandestino castigado por tão febris intentos,
Onde lambi o convés de teus naufragados sentimentos,
Saboreando grilhetas de sal que do teu tesouro senti!
Encontrei-me parado no tempo de finas areias,
Gravei seu nome gasto em cada anónimo grão,
Juntei búzios mágicos em hipérboles de minhas ideias,
Fitei meu mar encantado por minhas supostas sereias,
Esperando por elas em sereias de minha inspiração;
Pensava estar seguro nos braços seguros de Zeus,
Esperança à deriva em espumas de imensidão,
Ressaca repousada em carinhos de abraços meus,
Castelos de areia em discípulas metáforas de Deus,
Ode minha cantada pela faina sagrada de seu coração!
Desbravei virgindades em bateis solitários,
Arcas douradas prênhas de negros dobrões,
Ensaiei abordagens com a carta dos corsários,
Autorização de Reis passada aos mais fiéis ladrões,
Afundando promessas gravadas em meigos corações,
Diário de bordo escrito com sal de prazeres vários!
De tão rico tesouro real restou o broche prometido,
Enterrado na areia de teu corpo de mim escondido,
Trabalhei entre tuas pernas de mar com afinco de grumete,
Descobrindo finalmente teu tesouro, fruto do mar proibido!
Navegando minha língua guiada por teus astrolábios,
Encontrei continentes de prazer em teus desejos sábios!
16 comentários:
Kristal,
eu encontrei e perdi.
Mas vai passar! tem que passar!!
Boa noite.
Krystal...
Exímio navegador...
Nesses mares, Poseidon é voce...rs
E quem não queria ser navegada assim? huummm
Olha, fiquei maravilhada com seu poema!
O "i" está lá...rs Será que agora acho a saida?
Obrigada, seu carinho e atenção me encanta.
Beijos!
Kristal,
e sem ainda passar,
e desejando o impossível,
e me acabando em saudade,
em falta...
e deixando tempo levar...
e fazendo desse encontro minha
perdição...
Nem grande, nem mulher,
nem pessoa,
só uma criança abandonada.
Mas vai passar!
Precisa passar!!
Obrigada pelas palavras...
um dia ainda deixo essa criança crescer
e enterro meus mortos.
Abraços, sempre
.
Num (dos muitos!) intervalos do meu estudo, parece que estive a ler Luís de Camões, numa versão modernista.
E que bem me fez. :-)
Bjs
Voltei para reler... Uma vez só é pouco...
Beijos!
*
>> Juntei búzios mágicos em hipérboles de minhas ideias <<
,
virados a norte
sem a sorte
da vida ou da morte,
,
adorei o teu post,
parabens,
,
saudações,
,
*
Kristal,
encontrei um atalho.
Pode não ser a saída,
mas pode ser uma via de alternativa válida.
O que vc acha?
Ah...
abraços.
o poema está muito bom.
gostei de navegar neste espaço.
um beij
Kristal,
passando, passando...
passeando e me deliciando por aqui.
Abraços.
Maravilha de poema, este "Sereias na Areia"
Oh Krystal, que poema fantástico, como fantástico o carinho solto no meu canto.
Porque um sentir de entendimento me aquietou!...
Entre beijos e abraços, eu escolho beijos e abraços.
Volta sempre Krystal
Kristal,
deixando o vento carregar meus bilhetes...
E escrevendo cartas...
Bom dia,
abraços.
Kristal,
minha escolha são os abraços,
que chegam sempre nos melhores momentos.
O abraço do amigo que acolhe
e recolhe...
E retribuo o abraço.
Obrigada.
Excelente, caro amigo.
Fizeste-me lembrar outros poemas épicos, de outros tempos.
E, afinal, escreveste uma verdadeira epopeia, que até chegou a bom porto...
Abraço.
"Juntei búzios mágicos em hipérboles de minhas ideias...
Krystal, poesia é para se ler e reler... e reler... poesia é eterna!
E cada vez que a lemos, sentimos de uma maneira diferente, porque temos a necessidade de adequá-la ao nosso sentimento imediato...
Se estamos alegres, tristes, apaixonados, desiludidos...
A cada sentimento, nova percepção da mensagem transmitida...
Hoje fico com os búzios mágicos... com a hipérbole de idéas...
Represaria minhas lágrimas, para que nelas navegasse meu coração...
Veja como voce me deixa... A fazer poesia as 18:46, ainda finalizando meu trabalho...rs
Beijos!
é um prazer sentir no meu corpo grãos de areia... ainda que anónimos.
um abraço
luísa
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