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Há uma história sobre penosas,
Gordas como só a pedrês do vizinho,
Esgravatavam umas receitas preciosas,
Nas estudantis cogitações pecaminosas,
Regadas com a inspiração de imenso vinho,
Néctar que nunca um Estudante deixa sozinho,
Esse professor de posteriores lições miraculosas!
Sabe-se de um tardio jantar prometido,
Pela tradição que a quase todos dava jeito,
Se alguns estudavam para um futuro perfeito,
Outros já eram doutores de galinheiro prevenido;
Despreocupada cacarejava a galinha sem preconceito,
Se uns preferiam a tentação da coxa ou cobiçado peito,
Asas fortes em pratos de moçoilas, era desejo resolvido!
Nas entrelinhas dos livros da vida,
Entre a cultura dos sábios consagrados,
Histórias sobre estudantes mais empenhados,
Ensinam aos mestres de juventude perdida,
O segredo mal guardado na exacta medida,
Do mesmo empenho e iguais predicados!
Namoravam-se as pitas depois de muito estudo,
Água na boca matava a sede ao ver as mais gordinhas,
Combinava-se o encontro entre a raposa e as galinhas,
Todo pedrado de crista murcha lá dormia um galo mudo,
Mas para convencer as penosas já era um caso bicudo,
Prometia-se a panela onde ficariam bem quentinhas!
Era a feijoada prato no fim do dia com enorme potência,
Onde os galináceos voluntariosos aprenderiam a mergulhar,
E nem um “perdido” porco encontrado por aí a deambular,
Deixou de dar o corpo pela comparticipação da exigência,
Na falta do fogueteiro, continua a festa com flatulência,
São os donos convidados de quem os andou a roubar!
Mas é preciso uma forte colher,
Colher leve, imensa como a sabedoria,
Deve ter carácter e o querer da idolatria,
Ser forte na certeza do rumo que se quer,
Saber misturar os condimentos de mulher,
Com o jovem tempero de varonil filosofia!
Com o jovem tempero de varonil filosofia!
Há histórias de Colheres vestidas de Fitas,
Entrelaçando o futuro das cores numa difícil travessia,
Que começa numa despedida de Finalistas!
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