
Irreal amor de uma Estrela obcecada,
Libertou uma lágrima prisioneira da Lua,
Lágrima de Amor que tinha como sua,
A mesma lágrima que a lua Amava,
Por quem a Estrela sofria apaixonada,
Utopia impossível de vaidosa estrela nua!
Libertou uma lágrima prisioneira da Lua,
Lágrima de Amor que tinha como sua,
A mesma lágrima que a lua Amava,
Por quem a Estrela sofria apaixonada,
Utopia impossível de vaidosa estrela nua!
Próxima em Centauro rubra de paixão,
A anos-luz da Lágrima lunar,
Espectro vermelho de seu coração,
Ardendo pela lágrima que não pode chorar,
Invejando Lua triste de Lágrima prisão
Triste pela Lágrima que vai derramar,
Amor de amante única que jurou Amar,
Débil estrela ameaçando-se de implosão!
Se Lágrima da Lua,
Não puder ser sua,
Não será Lágrima de ninguém,
-De mim não serei Supernova também,
Por de nova ter sido tua!
O mais longo dia de Sol foi escolhido,
Pela Estrela a quem o Amor cegava,
O mesmo Dia que a Estrela Amava,
No lusco-fusco havia prometido,
Se Lágrima libertasse do Amor inimigo,
Estrela com Dia de Sol seria casada!
O Sol irradiou de Luz o mais longo Dia,
Ofuscando a Lua que sua Lágrima verteu,
Cega de luz, seu Amor caindo não via,
Amor que de seu Amor outro Amor escondeu;
Procuraram-se mas o inevitável aconteceu,
A Lua morrendo de saudade, já chorar não podia,
Pois sua Lágrima, lágrima de tristeza perdeu!
Se Lágrima da Lua,
Não puder ser sua,
Não será Lágrima de ninguém,
-Serei buraco negro de mim também,
Tão negro por haver sido tua!
Caiu a Lágrima no coração do Deserto,
Árido de Amor, de Vida uma miragem,
Sulcando imperceptível leito incerto;
Adormecendo Cansada pela triste viagem,
Na esperança perdida verteu uma lágrima!...
Encontrando-se de si, lágrima de si, muito perto,
Pequena lágrima da Lágrima mais lágrima vertida,
Mais lágrimas de saudade e tristeza incontida,
Chorando cada lágrima, uma lágrima mais que chorava,
Foi nascendo pequeno charco de lágrima derramada,
Um lago que transbordou para a Vida,
Um rio correndo, quedas de água salgada,
Oceano de lágrimas por lua perdida,
Agonia lenta da sorte desconhecida,
Seu talismã de sorte finada!
Se minha Lágrima não puder ter,
Lua não mais voltarei a ser,
Não serei Lua de ninguém,
Serei cometa frio de mim também,
De gelo por minha Lágrima perder!
Da pequena Lágrima que caiu,
Agora oceano onde vida surgiu,
É imenso espelho da Lua triste sem medo,
Procurando na noite o Amor que ruiu,
A mesma noite que conhece o segredo,
De dois amores desencontrados no enredo,
Escrito nas estrelas por uma estrela que explodiu,
Quando jamais Lágrima da Lua não viu!
Mas o Astro-rei, como rei de Luz que é,
Reconhecendo o erro que cometeu,
Culpando-se pelo que aconteceu,
Aqueceu a terra e as Lágrimas de fé,
Do oceano evaporou uma porção,
De invisíveis lágrimas, elevadas dando a mão,
Trepando por elas entre elas, muitas secaram até!
Cruzaram todas o céu,
Ajudadas pela Luz, encobertas pelo breu,
Todas pereceram só uma sobreviveu!...
A Lágrima perdida para a Lua voltou,
A Lua que de felicidade uma Lágrima chorou!
Na esperança perdida verteu uma lágrima!...
Encontrando-se de si, lágrima de si, muito perto,
Pequena lágrima da Lágrima mais lágrima vertida,
Mais lágrimas de saudade e tristeza incontida,
Chorando cada lágrima, uma lágrima mais que chorava,
Foi nascendo pequeno charco de lágrima derramada,
Um lago que transbordou para a Vida,
Um rio correndo, quedas de água salgada,
Oceano de lágrimas por lua perdida,
Agonia lenta da sorte desconhecida,
Seu talismã de sorte finada!
Se minha Lágrima não puder ter,
Lua não mais voltarei a ser,
Não serei Lua de ninguém,
Serei cometa frio de mim também,
De gelo por minha Lágrima perder!
Da pequena Lágrima que caiu,
Agora oceano onde vida surgiu,
É imenso espelho da Lua triste sem medo,
Procurando na noite o Amor que ruiu,
A mesma noite que conhece o segredo,
De dois amores desencontrados no enredo,
Escrito nas estrelas por uma estrela que explodiu,
Quando jamais Lágrima da Lua não viu!
Mas o Astro-rei, como rei de Luz que é,
Reconhecendo o erro que cometeu,
Culpando-se pelo que aconteceu,
Aqueceu a terra e as Lágrimas de fé,
Do oceano evaporou uma porção,
De invisíveis lágrimas, elevadas dando a mão,
Trepando por elas entre elas, muitas secaram até!
Cruzaram todas o céu,
Ajudadas pela Luz, encobertas pelo breu,
Todas pereceram só uma sobreviveu!...
A Lágrima perdida para a Lua voltou,
A Lua que de felicidade uma Lágrima chorou!