Porque são dias que estreitam o Agosto sufocante,
Quero administrar uma fresca heteronomia sibilante,
Na mioleira envelhecida de alguns pobres coitados,
Que pelo Sol abrasador de sua juventude são afectados,
Queimando as unhas que se desunham em tentativas constantes,
De salvar-se no desespero delirante de sobejos memorandos versados,
Com desordenados versos pobres que por palhaços foram saqueados,
Erguendo um circo triste com palavras de palhaçadas flagrantes,
Dignas de toda a comiseração dos alter-egos sulcados,
Na solidão que a pena tem dos indefectíveis farsantes,
Gastos pelo tempo das vogais sem consoantes,
Desenterrando incisivos risos fechados,
Com lágrimas de homenzinhos tombados,
Entre caixões dos poemas restantes!
É vê-los por aí contaminando a poesia,
Com lastimosos poemas meio certos,
Baralhados em versos descobertos,
Na demência da pobre fantasia,
Que constrói a falsa harmonia,
Dos áridos temas desertos!
Há um canastrão aplaudido por canastrões,
Ouvem-se “bravos”, “bis” e outros masoquismos exultantes,
Que saem como palavras apressadas da hipocrisia dos aldrabões,
Já habituados a engolir tão iguais hipócritas expressões,
Do vómito engolido por distorções pedantes,
Passivas em seus prestados serviços arrogantes,
Pelos préstimos recebidos sem discussões,
Na irmandade dos habilidosos diletantes,
Que protegem profissionalismos vacilantes,
Da verdade krystalina preechida de lúcidas razões,
Tão perto dos palcos de ingénuas exibições distantes,
Onde os mariolas gentis escolhem o público de suas ilusões,
Ignorando que nem os parvos nascem com iguais aptidões!
Dêem uma esmola,
Para esses pobres coitados,
Que pela hipocrisia foram apanhados,
E ajudem a libertá-los da gaiola,
Onde está preso um farsola,
Com outros iguais e seus derivados!
***
Pois é…
Publicado por um heterónimo de Krystal,
Um coração puro de heteronomia celestial,
…hehehehehehe…
Não me perguntem se é um amigo meu,
Pois só sei que não sei qual deles sou eu!
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Manda Deus que o Destino assim seja,
Daqueles que até do seu umbigo têm inveja!
