
Pairo sobre o gelo da tristeza,
Sepultada sob o manto pesado de neve,
Não por minha alegria longa e breve,
Ou minha egoísta avareza,
Cega a tanta promessa indefesa,
Que boceja indiferente e leve,
Sofrendo em silêncio clandestino,
Exilado em terra de anónimo destino,
Escrito pelos homens novel enredo,
Prémio de glória consagrada no medo,
Covardia minha a qual abomino,
Por tão ganancioso degredo!
Na penumbra branca do desprezo,
Congelo-me sonâmbulo esquecido,
Sonhando degelos de glaciar amigo,
Em sonho de brasume aceso,
Onde meu corpo arde e sai ileso,
Por dormir sobre Amor perdido!
Como um Por do Sol de areia fina,
Preso numa ampulheta sem tempo,
Escorre de uma âmbula cristalina,
Para a âmbula de igual momento!
Tudo Escorre por entre os dedos,
Neve fria e seus segredos,
Como um por do Sol de areia fina!
Sepultada sob o manto pesado de neve,
Não por minha alegria longa e breve,
Ou minha egoísta avareza,
Cega a tanta promessa indefesa,
Que boceja indiferente e leve,
Sofrendo em silêncio clandestino,
Exilado em terra de anónimo destino,
Escrito pelos homens novel enredo,
Prémio de glória consagrada no medo,
Covardia minha a qual abomino,
Por tão ganancioso degredo!
Na penumbra branca do desprezo,
Congelo-me sonâmbulo esquecido,
Sonhando degelos de glaciar amigo,
Em sonho de brasume aceso,
Onde meu corpo arde e sai ileso,
Por dormir sobre Amor perdido!
Como um Por do Sol de areia fina,
Preso numa ampulheta sem tempo,
Escorre de uma âmbula cristalina,
Para a âmbula de igual momento!
Tudo Escorre por entre os dedos,
Neve fria e seus segredos,
Como um por do Sol de areia fina!