
Então, cego e surdo, também julgas!...
De imperador cínico é esse teu ar,
Esbugalhas os ohos para melhor ver,
De imperador cínico é esse teu ar,
Esbugalhas os ohos para melhor ver,
Esgravatas os tímpanos para melhor ouvir,
Saltas de contente pelo falso pesadelo,
Arreganhas tua grande boca vergonhosa,
Por saberes a mentira que aí vem!...
Saltas de contente pelo falso pesadelo,
Arreganhas tua grande boca vergonhosa,
Por saberes a mentira que aí vem!...
Procuras em vão desespero socorrê-lo,
Nada valendo esse teu despertado sentir,
Porque honesto, honesto como devias ser,
Serias se não mentisses ao julgar,
Vendo um cão e descrevendo dez pulgas! Vejo-te agora e rio-me com desdém;Contorces-te em perícia falaciosa,
Da mentira do Império à verdade da sarjeta,
É artigo pardo sobre o qual não te atreves,
Consagração para sempre fechada na gaveta,
Glória criminosa de momentos breves,
Tinta falsa de corrupta caneta!Então, cego e surdo, também julgas,
Vendo um cão e descrevendo dez pulgas!
Pouco mais de trampa é o que escreves,