segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pecado em Círculo Fechado

Masturbava o cérebro,
Ejaculava neurónios,
E desfalecia logo a seguir com um ar acéfalo,
Possuído por demónios,
Por momentos!...
Depois recuperava,
Abraçava a luxúria de seus pensamentos,
E voltava às contas de cabeça,
Procurando respostas virgens,
Mas nada!
Repetiam-se no pecado carnal das luas;
Respostas de vai-vem,
Sempre nuas,
Beleza em rosto de ninguém,
Despidas de qualquer interesse,
Muito batidas!
Um dia, num dos seus desfalecimentos,
Recuperando da perda de consciência sentida,
Enquanto perdia o sentido da consciência perdida,
Sentiu um aperto autoritário bem no cu das meninges,
E voltou a vir-se abaixo nas ideias.
Enquanto o cego não se veio das candeias,
Sonhou com masturbações intelectuais,
Cheias de luz,
E respostas inteligentes nunca antes defloradas,
Com significados múltiplos de lascivos rituais!...
Encontraria a tal resposta,
Iluminada fonte dos secretos prazeres?!...
Dessa vez, na vontade de recuperar o último neurónio,
Já nos braços de Morfeu, o demónio,
Esforçando-se por continuar no cu dos sentidos;
Continuou a sonhar com respostas,
Respostas cada vez mais inteligentes,
Respostas cada vez mais filosóficas,
Sensuais e concupiscentes,
Pecados de envolvências católicas,
Respostas cada vez mais poderosas!
Depois de tantas tentadoras respostas,
Sonhou que todas elas masturbavam o cérebro,
Ejaculavam os neurónios,
E desfaleciam de seguida com ar acéfalo,
Possuídas por demónios,
Por momentos!...

4 comentários:

Desnuda disse...

Ow! Adorei! Muito bem construído! Do título a foto e dela ao poema. Perfeita combinação. Espetacular!



Beijo

Carla disse...

de uma beleza sensualmente perfeita...foto e poema
beijos

Carla disse...

de uma beleza sensualmente perfeita
beijos

Epee disse...

Krystal,

a masturbação mental nos proporciona a alcançar
aquilo que sabemos
ter de melhor... nosso amor próprio!

Porque atravessa a esfera carnal,
atinge as membranas intelectuais
e nos conduz ao caminho da
lógica, que em
sua beleza única,
por sinais
evidentes de compaixão ou
de sedução,
à aplicabilidade da lucidez que
se instala,
nos refaz em sentir,
e nele,
querer, pensar, tocar e crer...

Ainda que,
por momentos eternizem uma
vida,
ou toda a sua história!




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